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Impacto Femoro Acetabular (IFA).

O que é?

Consiste em uma alteração óssea no formato e consequentemente na função biomecânica do quadril. Essa alteração leva a atrito entre as partes da articulação gerando desgaste da cartilagem, lesões ósseas e por consequência osteoartrose precoce.

Existem dois tipos de impacto Femoro acetabular: CAM e PINCER.

Tipo CAM – alteração óssea na transição entre o colo e a cabeça do fêmur. E uma espécie de “lombada” ou “calo” na região que impacta contra a borda da articulação em determinados movimentos. Este impacto gera lesão no labrum acetabular e mais tarde o descolamento da cartilagem.

Tipo PINCER – neste tipo a alteração está no lado acetabular. Normalmente há um excesso de cobertura ou uma alteração rotacional na pelve levando ao impacto da margem acetabular junto ao colo do fêmur. A evolução disso é uma alteração labral que pode calcificar-se e secundariamente uma outra cartilaginosa.

Causas:

Uma das teorias sobre o surgimento do IFA são possíveis alterações na placa de crescimento do quadril durante a fase de desenvolvimento. Pessoas com maior intensidade nas atividades físicas estão mais próximas de desenvolver os sintomas por terem um maior uso dessa articulação. Contudo, o exercício na vida adulta, não causa IFA e sim denotam os sintomas.

Desequilíbrios dos músculos envolvidos na articulação do quadril e da pelve, juntamente com o core são de extrema importância para o início dos sintomas da patologia.

Dentre as causas podemos citar:

  • Encurtamentos musculares
  • Fraqueza dos músculos estabilizadores
  • Predisposições anatômicas
  • Treino excessivo

Sintomas:

  • Dor na articulação do quadril podendo ser irradiada para a região inguinal, lateral da coxa e coluna lombar.
  • Rigidez e diminuição do movimento do quadril.
  • Dificuldade para se levantar de posição sentada e para agachar-se, assim como para entrar e sair do carro.

Tratamento:

  • Terapia manual para o reestabelecimento tensional dos músculos do quadril e pelve;
  • Fortalecimento dos músculos estabilizadores da região afetada;
  • Alongamento;
  • Reequilíbrio da função pélvica através das Cunhas de DeJarnett;
  • Melhora da mobilidade articular.
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